A exposição a níveis de ruído que ultrapassem os limites de tolerância podem ocasionar uma série de problemas a médio e longo prazo e estão vinculados, inclusive, às mais variadas causas de acidentes de trabalho, não deixando impressões no ambiente de trabalho como outros riscos, mas sim danos à saúde do colaborador.
Quando o trabalhador cumpre uma jornada de trabalho de oito horas diárias, com nível de ruído igual ou superior a oitenta e cinco decibéis, é caracterizada a exposição ao ruído ocupacional. A avaliação dos ruídos é feita através da dosimetria, utilizando equipamentos calibrados e metodologia correta.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional – PAIRO é, atualmente, uma das principais doenças ocupacionais. De caráter irreversível, evolui progressivamente, afetando a comunicação e a qualidade de vida. Ela está diretamente relacionada à redução do desempenho neurológico, ao déficit de atenção, distúrbios do sono, hipertensão e doenças cardiovasculares, além de comportamentais.
O gerenciamento dos riscos ocupacionais é indispensável para alcançar a excelência nos resultados. Não basta apenas identificar o risco, é preciso fazer a gestão, buscando a minimizar e até mesmo a eliminar o problema, garantindo a preservação e manutenção da saúde dos trabalhadores.


